Há momentos em que é preciso mudar. Aí paramos, avaliamos, decidimos e seguimos em frente.

sexta-feira, agosto 06, 2010

Where Life Meets the World

Inspirada por um texto muito profundo sobre contemplac~ao, escrito por uma pessoa querida, resolvi que a partir daquele dia pararia em algum momento para contemplar algo aa minha volta.
Estou passando f’erias em Londres e oportunidades n~ao me faltaram para encontrar o assunto a ser contemplado, ou melhor, por ora, observado, j'a que a contemplac~ao eh algo mais profundo.
Ainda que de modo fugaz, certo dia, durante o trajeto de metr^o, observei a diversidade de pessoas na cidade. Londres ‘e um local em que todas as nacionalidades est~ao ali, em un’issono.
No trem, entre v’arios indianos, ‘arabes, espanh’ois, japoneses, coreanos, italianos, brasileiros, portugueses, negros e muitos e diversos “olhos azuis”, muitos l^eem os jornais que, de praxe, s#ao deixados nos assentos do trem (e s#ao assim naturalmente compartilhados sem que ningu’em os possua). Outros ouvem m’usicas de seu iPhone (ali’as, muito comum e utilizado por aqui), enquanto outros mant^em-se atentos para n~ao descerem na estac~ao errada, conferindo estarem na direc~ao correta (afinal, s~ao 12 linhas que se cruzam das mais variadas formas, al’em dos demais trens). E, assim, em sil^encio, seguem seu caminho.
Numa ocasi#ao uma amiga atrasou-se para nosso encontro agendado na Harrod’s, o que foi outra oportunidade para meu exerc’icio "contemplativo". Ali a quantidade de ‘arabes bate qualquer record na cidade. Mulheres trajadas com suas niqabs negras, onde s’o o rosto (e muitas vezes, apenas os olhos ficam vis’iveis – h’a tamb’em as que se vestem com calca jeans, mas sem dispensarem seus hiyabs), exibiam com ineg’avel eleg^ancia suas bolsas caras e coloridas (Channel, Marc Jacobs, Prada, Louis Vuitton ...), parecendo compensar com esse item o que pode ser a pris~ao de seus h’abitos.
Mais uma vez, agora em um dos parques, pude notar os seus v’arios aspectos. Os parques em Londres s~ao t~ao majestosos que em cada canto reina um estilo diferente. Isso fez-me lembrar que tamb’em n’os temos nossos diferentes aspectos: um dia estamos “assim”, noutro estamos “assado”, sem que percarmos nossa ess^encia, qualquer que ela seja.
H’a ainda muito a ser notado e, de f’erias, eu poderia exercitar o dia todo, na rua, nos museus, nos mercados...
Al’em de exibir muita arte, a vida em Londres eh muito pr’atica e em todos os lugares a estrutura existente contribui para que assim seja, estimulando-se a independ^encia, a liberdade, a fluidez. Imaginem que nos mercados existem caixas de auto atendimento onde a pr’opria pessoa registra suas compras no leitor ‘optico, pagando ao final com cart~ao ou em cash (a m’aquina devolve o troco). Trata-se de cada um com a sua responsabilidade. E nem precisa ser diferente. Aqui, desde os governantes, nota-se o respeito e aux’ilio, a conviv^encia entre todas as racas, a possibilidade para todos.
About me? I just love it!

P.S. ressalvo os erros de grafia, pois o teclado “n~ao fala portugu^es”.




sexta-feira, julho 16, 2010

De que Cor é o Seu Medo?

Sem fazer nenhum paralelo com abordagens que atribuem cores a certos sentimentos ou a partes do corpo, as quais, aliás, acho interessante mas não tenho nenhuma autoridade para falar do assunto, perguntei-me outro dia de que cor seria o medo.
Em pura brincadeira pensei que ele poderia ser vermelho, quando nos deixa confusas; ou seria amarelo, quando nos apavora; ou verde, quando apesar do medo, resta uma esperança de o vencer com facilidade; ou azul, se apesar dele, você consegue dissimular e não admiti-lo; ou ainda, preto, quando ele nos paralisa com-ple-ta-men-te. Sei lá...
Na verdade, acho que não importa a cor que ele tenha, o fato é que o medo é uma energia muito ruim, paralisante mesmo, que nos impede de ver a realidade como ela é.
Com medo, é normal nos perdermos nas confusões que ele próprio cria em nossa mente, levando-nos a ver o que não existe, a imaginar coisas feias e tolas, a nos sentir perseguidos e vítimas de outras torturas que nem existem, enfim, pois tudo fica distorcido e mal compreendido, gerando muito sofrimento.
Dar as costas a ele também não é um bom caminho, pois enquanto não encarado e desmistificado, continuará a nos assombrar, como a criança travessa não repreendida. Por outro lado, se o encaramos e o admitimos, a tendência é que ele seja diluído e passaremos a compreender que ele não tem razão de ser, seja qual for a razão que atribuímos para que ele esteja dentro de nós. Afinal, medo de que? Da dor, do julgamento, do abandono, do desamor, do desprezo, da carência material ou afetiva... ?
Com vontade, podemos compreender que o Universo é abundante e que nada nos falta. Que com verdade e liberdade nos sentiremos unidos, amados e fortes, sem razão para temer o que quer seja. Tudo está correto e em sintonia e até mesmo as perdas e dificuldades só existem para nos fazer ver a realidade como ela é, com o fluxo natural que ela tem. Desapegar-se facilita muito as coisas.
Então, vá lá, deixa fluir, siga em frente, na Luz e em paz.
Deixo aqui uma mensagem de Paramahansa Yogananda sobre o medo para você curtir e refletir.
bjs

“O cérebro é um reservatório de energia vital. Essa energia é constantemente empregada nos movimentos musculares, na atividade do coração, dos pulmões e do diafragma, no metabolismo celular e nos processos químicos do sangue, assim como no desempenho do trabalho do sistema telefônico sensório-motor (os nervos). Além disso, uma grande quantidade de energia vital é exigida em todos os processos do pensamento, da emoção e da vontade.
O medo exaure a energia vital; é um dos maiores inimigos da força de vontade dinâmica. O medo espreme a força vital, que normalmente flui sem parar pelo sistema nervoso. Os nervos se tornam aparentemente paralisados; toda a vitalidade do corpo é reduzida. O medo não o ajuda a se livrar do objeto de temor; apenas enfraquece a força de vontade. O medo faz com que o cérebro envie uma mensagem inibidora a todos os órgãos do corpo. Contrai o coração, inibi as funções digestivas e provoca muitas outras perturbações físicas. Quando a consciência está fixa em Deus, você não tem medos, todos os obstáculos são então superados pela coragem e pela fé.
Os Fracassos Devem Estimular a Determinação
Até os fracassos devem atuar como estímulos à sua força de vontade e a seu crescimento material e espiritual. Ao falhar em algum projeto, é proveitoso analisar cada fator da situação para eliminar todas as possibilidades de que no futuro você venha a repetir os mesmos erros.
A época do fracasso é o melhor tempo para plantar semente de êxito. O golpe das circunstâncias pode contundi-lo, mas mantenha a cabeça erguida. Tente sempre uma vez mais, não importa quantas vezes tenha falhado. Lute quando achar que não pode mais lutar, ou quando achar que já fez o melhor possível, ou até que seus esforços sejam coroados de êxito."
*trechos do livro: “A Lei Do Sucesso” - Paramahansa Yogananda

sábado, junho 26, 2010

Encontro de Bruxas


Iniciei esse blog comentando sobre uma reunião de mulheres que regularmente se reunia para, juntas, trocarem suas experiências. Pois é, o grupo se mantém, agora maior, e em datas importantes nos reunimos para celebrar, como faziam as mulheres (bruxas ou sacerdotisas) antigamente.
Na última segunda-feira nos encontramos devido ao solstício de inverno (*). Nessa energia brindamos a intenção do nosso próprio renascimento e do propósito de renovação da energia para novos aprendizados e conquistas, tendo o feminino como força propulsora para as mudanças necessárias e criatividade.
Nesse caminho nos propomos a nos olhar interiormente e a reconhecer nossos aspectos sombrios para que sejam transmutados, assim como a intensificar nossas virtudes, igualmente reconhecidas.
Para celebrar, preparamos um delicioso jantar, onde cada uma de nós ofereceu sua energia para ser compartilhada, numa magia de aromas, cores e sabores.
Como observou Maria Silvia, também descascamos cebolas...

(*) Solstício de inverno é um fenômeno astronômico usado para marcar o início do inverno, que normalmente ocorre por volta do dia 21 de junho no hemisfério sul e 22 de dezembro no hemisfério norte. Essa data também era de grande importância para diversas culturas antigas, que de um modo geral a associavam, simbolicamente, a aspectos como o nascimento ou renascimento.




sexta-feira, junho 11, 2010

Don't Have a Ballantine's Day

O Dia dos Namorados, no Brasil, nos remete à figura de Santo Antônio, haja vista a sua fama de santo casamenteiro, provavelmente devido às suas pregações a respeito da importância da união familiar que era combatida pela heresia da época. Mas vale lembrarmos também de San Valentine, muito festejado em outros países, como Estados Unidos, Itália e Canadá, onde a comemoração ocorre na data de 14 de fevereiro.
São muitas as versões a seu respeito. Uma delas é que Valentine era um padre em Roma, e o imperador nesse tempo, Claudius II, decretou que os soldados romanos não se casassem, pois acreditava que se fossem casados iriam querer permanecer em casa com suas famílias ao invés de lutar nas guerras. Valentine foi contra o decreto do imperador e casava secretamente os jovens. O padre foi preso e condenado à morte e a execução ocorreu em 14 de fevereiro. Após sua morte, foi considerado santo.
A história nos retrata também a figura de outro Valentine, que foi preso por ajudar alguns cristãos. Enquanto na cadeia, apaixonou-se pela filha cega do carcereiro. Seu amor por ela e sua grande fé operaram um milagre, curando-a da cegueira. Há notícias de que Valentine foi decapitado em 14 de fevereiro do ano 269 D.C., e antes de ter sido morto, teria enviado uma mensagem de despedida à sua amada assinada: "De seu Valentine". Esta frase tem sido usada, desde então, em cartas de amor.
Sobre esse dia festivo e referência a Valentine, lembro-me de um amigo que num dia 12 de junho, sem ter uma namorada, disse-me ter celebrado um “Ballatine’s Day”, referindo-se ao “Valentine’s Day” de maneira bastante irônica. Até hoje não sei se ele estava falando sério, mas a verdade é que nessa data as pessoas enamoradas tornam-se mais amorosas, sonhadoras e românticas, o que é muito bom. Não importa a circunstância, cultivar o amor em sua plenitude só nos faz muito bem, pois nos sintoniza com energias mais sublimes.
Os que não estão acompanhados ou não estão vivendo uma “Love Story”, no entanto, parecem sentir-se infelizes, tristes ou frustrados.
Mas vamos lembrar que não precisa ser assim, pois há outras muitas formas de amor, inclusive o amor próprio que deve ser constantemente cultivado. Se desejamos receber amor, devemos antes oferecê-lo, pois só assim criaremos em nós um sentimento de real amor, apto a atrair aquilo que desejamos e merecemos (*).
Claro, você já deve ter ouvido falar que “semelhante atrai semelhante” e enquanto o seu sentimento for o de dor, e tristeza e de frustração, isso é o que você atrairá para a sua vida com maior facilidade.
Então, nada de olhar para baixo ou para o além, com olhos vermelhos. Olhe, com contentamento, para você. Cultive-se e aproveite o dia para coisas alegres.
Há muitos anos, eu e vários amigos “solteiros” nos reunimos no dia 12/06 para jantar, afinal, éramos livres, sem horário e compromisso, e não queríamos “ficar para trás e sozinhos” naquela data com tanto amor “rolando solto” (risos). Admito ter sido quase um protesto, mais que se transformou numa reunião muito agradável e divertida, que eu nunca mais esqueci. Pense nisso.
Aos enamorados e aos desacompanhados, desejo um Feliz Dia dos Namorados, com a chama do amor pulsando no coração de cada um, cada vez mais e, lembrem-se, Ballantine’s, só se for para comemorar.
beijos,

(*) Há canalizações da Maria Silvia Orlovas a esse respeito. Acessem os arquivos de áudio em http://www.espacoalphalux.com.br/

domingo, junho 06, 2010

Lingeries


Quando saí do cinema as lojas do shopping já estavam fechadas. Mesmo assim aproveitei para ver as vitrines. Chamou-me a atenção as das lojas de lingeries. Quantas peças bonitas! Sem falar que, além da necessidade, a lingerie guarda seus segredos.
Historicamente, o sutiã (em particular), teve sua origem quando a francesa Herminie Cadolle, cansada dos espartilhos, recortou-os na parte de cima, dando origem ao sutiã, no ano de 1889. Mas o novo modelo somente foi patenteado em 1914 pela norte-americana Mary Phelps que, entretanto, sem conseguir grandes inovações, vendeu a idéia a Warner Bros, pela quantia de US$ 1.550,00. A empresa verdadeiramente “decolou” no assunto e, trinta anos mas tarde, havia faturado cerca de US$ 15 milhões com o negócio.
Atualmente o sutiã é encontrado nas suas mais diversas formas, sendo usado tanto para fins terapêuticos, como para esbanjar a sensualidade feminina. 
Acho que a peça é mesmo muito sensual. Mas aí lembrei-me que, infelizmente, a maioria das mulheres (ou muitas delas), só investe e usa uma lingerie bonita (vamos incluir todas as peças íntimas), quando se sentem "motivadas" para isso, referindo-se invariavelmente à ocorrência de uma festa ou à existência de um namorado, marido, affair, enfim. Mas isso é um erro, não acham? Por que se valer desse prazer apenas quando existe um parceiro e descuidar do assunto quando você está apenas com você?
Quero dizer que a mulher deveria usar lingeries lindas, de todas as cores e modelos todos os dias. Algumas de nós sentem-se tão desestimuladas e com a auto-estima fragilizada a ponto de não darem nenhum valor para esse item e deixam de imaginar o quanto podem ficar belas.
Se ver-se no espelho assim é difícil, experimente usar uma peça bonita e sentir-se bem com ela. Feche os olhos e sinta-se, até que um dia, ainda que por curiosidade, você sinta vontade de se olhar. Você ficará e se sentirá mais bonita. É a linguagem da energia. É só se permitir.
Acredito que não existe mulher feia, pois uma imperfeição aqui ou ali logo se compensa com tantos outros aspectos positivos que ela guarda em si. O que existe é mulher mal amada por ela mesma (e não há príncipe na face da terra que vai fazê-la sentir-se bonita se ela não acreditar nisso). O que existe é mulher triste, que se esqueceu, que parou de se cuidar, de se amar, de se respeitar e de se permitir.
Faça o teste. Não espere o dia dos namorados. Aliás, aproveite esse clima e namore-se em primeiro lugar. Invista numa lingerie que você gostaria de ter e  com a qual você se sinta bonita, e experimente o quanto você fica bem, ainda que você esteja só com você. Dê atenção também a essa parte do seu vestuário. Afinal, nunca se sabe o que pode acontecer de repente, não é? Esteja sempre “com tudo em cima” (rs). Mas certamente você sentirá que é muito mais do que isso.
E não se esqueça de me contar o que sentiu.
Seja Feliz.




                                                                                                                                 






terça-feira, junho 01, 2010

Queridas


Fiquei muito feliz com os comentários de vocês. Recebo por e-mail esse carinho que, de algum modo, demonstra que vocês estão sintonizadas com os meus pensamentos. Confesso que esse retorno é muito bom e motivador, afinal, nada disso seria útil não fosse essa sintonia entre nós. Obrigada.
Lembrando do que a Márcia nos disse, as mudanças nem sempre são fáceis em nossa vida e nem sempre nos sentimos prontas para promovê-las, além do que o “novo” normalmente nos deixa ansiosas, pois não sabemos o que encontraremos pela frente. No entanto, sempre percebemos em nosso íntimo quando algo realmente requer uma renovação e ter coragem de iniciá-la é um grande passo.
Reconhecemos esse momento como aquele em que tudo parece parado no tempo, sem realizações ou concretizações e nos damos conta de que executamos nossas atividades quase que roboticamente, ou seja, cumprimos nossa rotina sem nenhuma emoção ou novidade. E nos mantemos assim por acreditarmos que a mudança deve dar-se em níveis profundos (e, portanto, mais difícil de acontecer). Mas na realidade, qualquer movimento é válido, por mais simples que possa parecer e poderemos colher disso resultados inesperados.
Como uma pedra fixada na terra, um simples empurrão pode significar a sua soltura e, ao rolar, irá se lapidando num movimento ritmado, que lhe é próprio. Lembrem-se que “um pouco de fermento leveda a massa toda” (Emmanuel).
Se sentir vontade ou necessidade, pense o que quer mudar ou transformar em sua vida e aja nesse sentido. Rumo ao desconhecido, sim, mas que garantias temos de qualquer coisa nesta vida?

Com carinho,
Sandra

quarta-feira, maio 05, 2010

Vamos Mudar

Lembram quando me referi ao grupo de mulheres que se reunia tal como faziam as irmandades do passado? (Se você não sabe do que estou falando, leia a primeira postagem desse blog, “Mulheres de Sempre”). Pois é, segunda-feira passada eu e algumas amigas tivemos a oportunidade de nos encontrarmos novamente para uma celebração. Foi muito bom rever todas na mesma sintonia... A Maria Silvia lembrou-nos do início de um novo ciclo (que ocorre com o pico de outono) e da importância de uma profunda reflexão sobre nós mesmas, onde é importante pensarmos sobre coisas que desejamos para um próximo momento de nossa vida (confiram no http://www.segredosdemulher.blogspot.com/).
Não por acaso, ontem tive uma inspiração de que era momento de partir; partir para um novo momento, deixando para trás dores, temores, e toda a negatividade, acreditando na força interior para trilharmos esse novo caminho, cujos sapatos já não serão apertados e o chão não tão árido.
Para esse novo caminhar é necessária a aceitação de tudo e de todos que estão à nossa volta, pois tudo tem uma razão de ser. Não é preciso amar e interagir com esse “todo”, muitas vezes dissonante com a nossa energia, mas é importante aceitá-lo, sendo esse mais um exercício, pois Narciso sempre acha feio o que não é espelho... Mas realmente nem tudo é como a gente quer ou gostaria que fosse. Na nova trilha, claro, existirão pedras e tropeços, mas as pedras já são nossas conhecidas, e nossos pés, já calejados, suportarão melhor qualquer desconforto.
Aproveite a energia desse momento e faça a sua reflexão e sua “faxina” interior. Com toda a certeza o Universo te retribuirá.
Deixe também o seu comentário.

bj

sexta-feira, abril 30, 2010

Um homem Inteligente Falando das Mulheres

Olá meninas,
E por falar em auto-estima, recebi o texto abaixo, de autoria de Luiz Fernando Veríssimo, que fala que a mulher deve “ser muito bem tratada” – rs. Ora, se um homem pensa isso, nós então, não devemos ter dúvidas a respeito. Leiam e reflitam. Mesmo que já conheçam o texto, vale a pena ler de novo.
Um beijo e bom fim de semana.

"O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.
Tenho apenas um exemplar em casa,que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:
1. Habitat
Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.
2. Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.
3. Flores
Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.
4. Respeite a natureza
Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.
5. Não tolha a sua vaidade
É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.
6. Cérebro feminino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.
7. Não faça sombra sobre ela
Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.
E meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire GAY.
Só tem mulher, quem pode!"

terça-feira, abril 27, 2010

Um Ponto de Vista

Passei os últimos anos de minha vida olhando profundamente para dentro de mim, não numa atitude egoísta em que não enxergava outras pessoas, algumas, aliás, muito queridas e do meu convívio, mas numa interiorização que se fez necessária para que eu pudesse melhor me conhecer, lembrando do antigo lema “conheça-te a ti mesmo”. Esse olhar se fez preciso e fez parte de um processo de mudança de casa, de amor, da forma de encarar o trabalho, de amar, de conviver, de viver a vida, enfim. Nesse período, como sempre em minha jornada, a espiritualidade se fez muito presente e me proporcionou que essas mudanças me levassem (e continuam me levando), a um caminho de encontro do equilíbrio, da expansão da consciência, do amor por mim e por todos.
Compreendi, não sem esforço, que somente quando lançamos um olhar inteligente sobre nós e nos propomos a promover as mudanças necessárias, nos vemos capazes de crescer e de ser útil. Percebi que foi preciso admitir minhas próprias falhas, como quem pleonasticamente “encara o bicho de frente”, para poder iniciar o processo de transformá-las em algo melhor. E admitir falhas não é fácil e não é somente “confessar” que erramos uma questão da prova ou que falamos algo impensado, mas admitir que temos medo, dúvidas, carências, insegurança...
No entanto, ao admitirmos a fragilidade que está em nós, percebemos, ao mesmo tempo, que somos também fortes, pois é preciso ser forte para admitir que nem sempre a culpa por alguma coisa é dos nossos amigos, das pessoas que fazem parte da nossa rotina ou do destino que não foi gentil conosco. Esse exercício pode ser dolorido, pois a maior frustração e dor são aquelas que temos com nós mesmas; seria muito mais simples atribuir à vida ou aos demais a responsabilidade pelo nosso infortúnio. Mas o exercício vale a pena.
Percebi ainda que enquanto não praticarmos a lição de casa, sempre estaremos destinadas a sermos vítimas, a reclamarmos que alguém nos pegue constantemente no colo e que sempre nos dê razão e atenção infinitas. Queremos muitas vezes nos apossar do outro para nos sentirmos amadas e, mesmo assim, não acreditamos nesse amor. Sem perceber, armamos nossa própria armadilha. Essa condição de vítima é a que nos causa maior dor.
Por outro lado, como amar o próximo quando somos incapazes de amar a nós próprias? Como perceber e gostar da beleza da lua ou da flor quando não conseguimos sequer olhar no espelho, pois não gostamos do que vemos ali?
Sendo assim, tenho aprendido também que cultivar a auto-estima não está errado; que dedicar um tempo a nós, de algum modo, em meio aos afazares diários agregado à constante oração e fé é essencial para que estejamos minimamente bem. Lembram-se do mandamento “amarás o teu próximo como a ti mesmo”?
Somente quando aprendermos esse item básico (mas não tão básico assim), começaremos a perceber o que é o amor, e que é muito, muito bom termos amigos e amor verdadeiros e que estamos com essas pessoas por opção e não por necessidade. Somente aí começaremos a experimentar o equilíbrio e a capacidade de ser e estar e que o amor, a compreensão, a compaixão, o perdão e a liberdade são vigas mestras para qualquer relação ou atividade altruísta.
E você, o que pensa sobre isso?

Aguardo seu comentário, com muito amor.

Sandra

sexta-feira, abril 16, 2010

E por falar em filme bom...

    Foi muito bom assistir “Os Segredos dos Seus Olhos”. Pois é, o filme está rolando há tempo, mas só agora consegui dar uma escapadinha para o cinema. E que boa a sensação de assistir um filme com qualidade, que revela em cada detalhe a sensibilidade de quem o criou, produziu e dirigiu.
    Realmente, estava tudo ali, no olhar. Nosso olhar expressa tudo o que somos e sentimos. Além da própria função do sentido (visão), que nos permite a maravilha de vermos o que há no mundo físico, o olhar revela o que temos de mais íntimo...
    Senti uma certa nostalgia, pois o cenário do filme muito me lembrou de quando iniciei minha vida profissional. Trabalhava em uma sala bem parecida com a do filme, com prateleiras e mesa antigas cheias de processos, pilhas de papéis, casos a serem solucionados... E não faz tanto tempo, pois a informatização da Justiça ainda pode-se dizer bem recente. Bem, mas o que eu quero dizer é que coincidentemente (mas já adianto que não acredito em coincidências), um dia antes de ir ao cinema estive com meu grupo em Alphalux e falamos sobre o medo, esse sentimento tão devastador, e o filme também aborda esse tema, paralelamente à investigação de um crime.
    Na verdade, o medo nos atordoa, distorce nossa percepção da realidade. Ele nos deixa inseguras, indecisas, impotentes, angustiadas, paralisadas, enfim. O medo nos rouba a juventude, não necessariamente aquela em anos, mas aquela em que o modo de agir é espontâneo, criativo, leve, alegre e jovial, não importa a idade que temos. Como diz Lenine, o medo é uma armadilha que apagou o amor, é uma chave que apagou a vida, é uma brecha que faz crescer a dor; o medo é uma casa aonde ninguém vai, é uma força que nos impede andar.
    E por sentirmos medo, e por não acreditarmos em nós, também perdemos oportunidades, deixamos de viver um amor. Por causa do medo, deixamos de escrever TE AMO, para escrevermos TE MO, admitindo, mesmo que inconscientemente, que temos medo. A gente pode arranjar mil desculpas, sim, elas existem; podemos mesmo dizer que a letra “a” do teclado do computador não estava funcionando, ou que estávamos com sono e nem percebemos que faltava uma letrinha, mas no fundo, temos medo ou vergonha de falar de amor ou não acreditamos nele. Anos atrás, então, falar de amor não era algo tão permitido assim; a timidez e a proibição rolavam soltas.
    E muitas vezes ficamos aí, paradas no passado e no medo, na indecisão. Lembramos que mudar dói, mas esquecemos que não mudar dói mais. E quantas vezes, por estarmos presas ao passado e alimentando um sentimento de mágoa, de raiva, de vingança, sei lá, deixamos passar o tempo, a juventude, a vida. E pode ser pior, cada uma de nós ainda pode ter muita vida para se arrepender.
    Então, que tal um esforço para transformar o sentimento negativo, para romper com o passado, para abrir mão das crendices, da obcecação e do medo para nos permitir o amor, a confiança e a alegria de viver?
    Se isso é fácil? Eu não o diria, mas malhar também não é, embora seja muito útil para nós.
    Então, dê uma chance a você. Reveja seus sentimentos, seus valores, seus medos. Como o condicionamento físico, após algum tempo a prática se tornará prazerosa. Vamos lá, ainda dá para consertar aquela teclinha do computador, afinal, hoje são tantos os recursos, não é?
   TE AMO,
   Sandra

OBS: para saber mais sobre Alphalux, acesse: http://www.espacoalphalux.com.br/

segunda-feira, abril 05, 2010

Mulheres de Sempre

A oportunidade de iniciar este blog deixou-me muito feliz, embora um pouco ansiosa pelo o que seria a responsabilidade de fazê-lo. Lembrei-me de quando participava de um grupo de mulheres, que semanalmente se reunia em Alphalux e em cujos encontros podiam ser expostos segredos e questões pessoais que cada uma de nós desejasse compartilhar. Revivendo as antigas irmandades onde a mulher vivia em comunhão consigo mesma e com as demais mulheres do clã, sentíamos unidas, fortes e magas (na verdade bruxas, por que não?- rs).
Costumávamos consultar o tarô e interpretar nosso momento de vida através das lâminas abertas, encontrando ali também o que seria a ferramenta para a desejada solução e aprendizado. Nunca fomos embora sem que as questões iniciais (e difíceis) tivessem sido diluídas naquele ambiente mágico, imantado pela energia de cada uma de nós. Experienciamos que somos capazes de transpor obstáculos ao nos tornarmos mais sensíveis e conectadas ao nosso Eu Superior.
Hoje, pensamos na criação desse blog, que será um espaço a ser ocupado por mulheres dispostas a redescobrir o seu potencial feminino e a lembrar o quanto essa força é imensa, bela e presente.
Desejamos fazer desse lugar uma oportunidade de contarmos um pouco de nós, de expressarmos nossos pensamentos, sentimentos e segredos, de compartilharmos aprendizados e vivências, sempre com o objetivo de lançarmos um olhar sobre nós mesmas, de fazermos uma caminhada para o nosso interior, reconhecendo nossas falhas, medos, dúvidas e tudo o que nos impede de seguir rumo à nossa realização. Ao assumirmos nossos passos nessa viagem nos veremos capazes de lembrar de nossas virtudes, de confiar no brilho do nosso olhar, na sedução do nosso sorriso, na força da nossa amizade, enfim, no nosso poder criativo e transformador, além de aprendermos o amor por tudo e por todos, elemento imprescindível para a cura das questões que nos aflige.
Então, com muita alegria convidamos todas vocês a participar e dar sua opinião, contar um pouco de você, do que você viu, ouviu ou aprendeu ao longo de sua vida. Sintam-se livres para isso. Vamos juntas redescobrir nossos encantos, muitas vezes empoeirados e esquecidos; vamos fortalecer nosso coração muitas vezes entristecido, vamos resgatar nosso valor para que tudo em nós volte a brilhar e a possibilitar novas e muitas conquistas.
Nosso desejo sincero é que todas as mulheres do grupo, amigas, irmãs, e todas aquelas mulheres que de algum modo estão perto de nós, possam receber a vibração carinhosa e positiva dessa empreitada para a verdadeira realização, e que todas nós, mulheres, sejamos inspiradas a amar e ser amadas, no sentido mais amplo e profundo que o amor possa ter.

Um Grande Beijo a todas,

Sandra