Inspirada por um texto muito profundo sobre contemplac~ao, escrito por uma pessoa querida, resolvi que a partir daquele dia pararia em algum momento para contemplar algo aa minha volta.
Estou passando f’erias em Londres e oportunidades n~ao me faltaram para encontrar o assunto a ser contemplado, ou melhor, por ora, observado, j'a que a contemplac~ao eh algo mais profundo.
Ainda que de modo fugaz, certo dia, durante o trajeto de metr^o, observei a diversidade de pessoas na cidade. Londres ‘e um local em que todas as nacionalidades est~ao ali, em un’issono.
No trem, entre v’arios indianos, ‘arabes, espanh’ois, japoneses, coreanos, italianos, brasileiros, portugueses, negros e muitos e diversos “olhos azuis”, muitos l^eem os jornais que, de praxe, s#ao deixados nos assentos do trem (e s#ao assim naturalmente compartilhados sem que ningu’em os possua). Outros ouvem m’usicas de seu iPhone (ali’as, muito comum e utilizado por aqui), enquanto outros mant^em-se atentos para n~ao descerem na estac~ao errada, conferindo estarem na direc~ao correta (afinal, s~ao 12 linhas que se cruzam das mais variadas formas, al’em dos demais trens). E, assim, em sil^encio, seguem seu caminho.
Numa ocasi#ao uma amiga atrasou-se para nosso encontro agendado na Harrod’s, o que foi outra oportunidade para meu exerc’icio "contemplativo". Ali a quantidade de ‘arabes bate qualquer record na cidade. Mulheres trajadas com suas niqabs negras, onde s’o o rosto (e muitas vezes, apenas os olhos ficam vis’iveis – h’a tamb’em as que se vestem com calca jeans, mas sem dispensarem seus hiyabs), exibiam com ineg’avel eleg^ancia suas bolsas caras e coloridas (Channel, Marc Jacobs, Prada, Louis Vuitton ...), parecendo compensar com esse item o que pode ser a pris~ao de seus h’abitos.
Mais uma vez, agora em um dos parques, pude notar os seus v’arios aspectos. Os parques em Londres s~ao t~ao majestosos que em cada canto reina um estilo diferente. Isso fez-me lembrar que tamb’em n’os temos nossos diferentes aspectos: um dia estamos “assim”, noutro estamos “assado”, sem que percarmos nossa ess^encia, qualquer que ela seja.
H’a ainda muito a ser notado e, de f’erias, eu poderia exercitar o dia todo, na rua, nos museus, nos mercados...
Al’em de exibir muita arte, a vida em Londres eh muito pr’atica e em todos os lugares a estrutura existente contribui para que assim seja, estimulando-se a independ^encia, a liberdade, a fluidez. Imaginem que nos mercados existem caixas de auto atendimento onde a pr’opria pessoa registra suas compras no leitor ‘optico, pagando ao final com cart~ao ou em cash (a m’aquina devolve o troco). Trata-se de cada um com a sua responsabilidade. E nem precisa ser diferente. Aqui, desde os governantes, nota-se o respeito e aux’ilio, a conviv^encia entre todas as racas, a possibilidade para todos.
About me? I just love it!
P.S. ressalvo os erros de grafia, pois o teclado “n~ao fala portugu^es”.
sexta-feira, agosto 06, 2010
sexta-feira, julho 16, 2010
De que Cor é o Seu Medo?
Sem fazer nenhum paralelo com abordagens que atribuem cores a certos sentimentos ou a partes do corpo, as quais, aliás, acho interessante mas não tenho nenhuma autoridade para falar do assunto, perguntei-me outro dia de que cor seria o medo.
Em pura brincadeira pensei que ele poderia ser vermelho, quando nos deixa confusas; ou seria amarelo, quando nos apavora; ou verde, quando apesar do medo, resta uma esperança de o vencer com facilidade; ou azul, se apesar dele, você consegue dissimular e não admiti-lo; ou ainda, preto, quando ele nos paralisa com-ple-ta-men-te. Sei lá...
Na verdade, acho que não importa a cor que ele tenha, o fato é que o medo é uma energia muito ruim, paralisante mesmo, que nos impede de ver a realidade como ela é.
Com medo, é normal nos perdermos nas confusões que ele próprio cria em nossa mente, levando-nos a ver o que não existe, a imaginar coisas feias e tolas, a nos sentir perseguidos e vítimas de outras torturas que nem existem, enfim, pois tudo fica distorcido e mal compreendido, gerando muito sofrimento.
Dar as costas a ele também não é um bom caminho, pois enquanto não encarado e desmistificado, continuará a nos assombrar, como a criança travessa não repreendida. Por outro lado, se o encaramos e o admitimos, a tendência é que ele seja diluído e passaremos a compreender que ele não tem razão de ser, seja qual for a razão que atribuímos para que ele esteja dentro de nós. Afinal, medo de que? Da dor, do julgamento, do abandono, do desamor, do desprezo, da carência material ou afetiva... ?
Com vontade, podemos compreender que o Universo é abundante e que nada nos falta. Que com verdade e liberdade nos sentiremos unidos, amados e fortes, sem razão para temer o que quer seja. Tudo está correto e em sintonia e até mesmo as perdas e dificuldades só existem para nos fazer ver a realidade como ela é, com o fluxo natural que ela tem. Desapegar-se facilita muito as coisas.
Então, vá lá, deixa fluir, siga em frente, na Luz e em paz.
Deixo aqui uma mensagem de Paramahansa Yogananda sobre o medo para você curtir e refletir.
bjs
“O cérebro é um reservatório de energia vital. Essa energia é constantemente empregada nos movimentos musculares, na atividade do coração, dos pulmões e do diafragma, no metabolismo celular e nos processos químicos do sangue, assim como no desempenho do trabalho do sistema telefônico sensório-motor (os nervos). Além disso, uma grande quantidade de energia vital é exigida em todos os processos do pensamento, da emoção e da vontade.
O medo exaure a energia vital; é um dos maiores inimigos da força de vontade dinâmica. O medo espreme a força vital, que normalmente flui sem parar pelo sistema nervoso. Os nervos se tornam aparentemente paralisados; toda a vitalidade do corpo é reduzida. O medo não o ajuda a se livrar do objeto de temor; apenas enfraquece a força de vontade. O medo faz com que o cérebro envie uma mensagem inibidora a todos os órgãos do corpo. Contrai o coração, inibi as funções digestivas e provoca muitas outras perturbações físicas. Quando a consciência está fixa em Deus, você não tem medos, todos os obstáculos são então superados pela coragem e pela fé.
Os Fracassos Devem Estimular a Determinação
Até os fracassos devem atuar como estímulos à sua força de vontade e a seu crescimento material e espiritual. Ao falhar em algum projeto, é proveitoso analisar cada fator da situação para eliminar todas as possibilidades de que no futuro você venha a repetir os mesmos erros.
A época do fracasso é o melhor tempo para plantar semente de êxito. O golpe das circunstâncias pode contundi-lo, mas mantenha a cabeça erguida. Tente sempre uma vez mais, não importa quantas vezes tenha falhado. Lute quando achar que não pode mais lutar, ou quando achar que já fez o melhor possível, ou até que seus esforços sejam coroados de êxito."
*trechos do livro: “A Lei Do Sucesso” - Paramahansa Yogananda
Em pura brincadeira pensei que ele poderia ser vermelho, quando nos deixa confusas; ou seria amarelo, quando nos apavora; ou verde, quando apesar do medo, resta uma esperança de o vencer com facilidade; ou azul, se apesar dele, você consegue dissimular e não admiti-lo; ou ainda, preto, quando ele nos paralisa com-ple-ta-men-te. Sei lá...
Na verdade, acho que não importa a cor que ele tenha, o fato é que o medo é uma energia muito ruim, paralisante mesmo, que nos impede de ver a realidade como ela é.
Com medo, é normal nos perdermos nas confusões que ele próprio cria em nossa mente, levando-nos a ver o que não existe, a imaginar coisas feias e tolas, a nos sentir perseguidos e vítimas de outras torturas que nem existem, enfim, pois tudo fica distorcido e mal compreendido, gerando muito sofrimento.
Dar as costas a ele também não é um bom caminho, pois enquanto não encarado e desmistificado, continuará a nos assombrar, como a criança travessa não repreendida. Por outro lado, se o encaramos e o admitimos, a tendência é que ele seja diluído e passaremos a compreender que ele não tem razão de ser, seja qual for a razão que atribuímos para que ele esteja dentro de nós. Afinal, medo de que? Da dor, do julgamento, do abandono, do desamor, do desprezo, da carência material ou afetiva... ?
Com vontade, podemos compreender que o Universo é abundante e que nada nos falta. Que com verdade e liberdade nos sentiremos unidos, amados e fortes, sem razão para temer o que quer seja. Tudo está correto e em sintonia e até mesmo as perdas e dificuldades só existem para nos fazer ver a realidade como ela é, com o fluxo natural que ela tem. Desapegar-se facilita muito as coisas.
Então, vá lá, deixa fluir, siga em frente, na Luz e em paz.
Deixo aqui uma mensagem de Paramahansa Yogananda sobre o medo para você curtir e refletir.
bjs
“O cérebro é um reservatório de energia vital. Essa energia é constantemente empregada nos movimentos musculares, na atividade do coração, dos pulmões e do diafragma, no metabolismo celular e nos processos químicos do sangue, assim como no desempenho do trabalho do sistema telefônico sensório-motor (os nervos). Além disso, uma grande quantidade de energia vital é exigida em todos os processos do pensamento, da emoção e da vontade.
O medo exaure a energia vital; é um dos maiores inimigos da força de vontade dinâmica. O medo espreme a força vital, que normalmente flui sem parar pelo sistema nervoso. Os nervos se tornam aparentemente paralisados; toda a vitalidade do corpo é reduzida. O medo não o ajuda a se livrar do objeto de temor; apenas enfraquece a força de vontade. O medo faz com que o cérebro envie uma mensagem inibidora a todos os órgãos do corpo. Contrai o coração, inibi as funções digestivas e provoca muitas outras perturbações físicas. Quando a consciência está fixa em Deus, você não tem medos, todos os obstáculos são então superados pela coragem e pela fé.
Os Fracassos Devem Estimular a Determinação
Até os fracassos devem atuar como estímulos à sua força de vontade e a seu crescimento material e espiritual. Ao falhar em algum projeto, é proveitoso analisar cada fator da situação para eliminar todas as possibilidades de que no futuro você venha a repetir os mesmos erros.
A época do fracasso é o melhor tempo para plantar semente de êxito. O golpe das circunstâncias pode contundi-lo, mas mantenha a cabeça erguida. Tente sempre uma vez mais, não importa quantas vezes tenha falhado. Lute quando achar que não pode mais lutar, ou quando achar que já fez o melhor possível, ou até que seus esforços sejam coroados de êxito."
*trechos do livro: “A Lei Do Sucesso” - Paramahansa Yogananda
Postado por SANDRA PIEDADE às 11:18 4 comentários
sábado, junho 26, 2010
Encontro de Bruxas
Iniciei esse blog comentando sobre uma reunião de mulheres que regularmente se reunia para, juntas, trocarem suas experiências. Pois é, o grupo se mantém, agora maior, e em datas importantes nos reunimos para celebrar, como faziam as mulheres (bruxas ou sacerdotisas) antigamente.
Na última segunda-feira nos encontramos devido ao solstício de inverno (*). Nessa energia brindamos a intenção do nosso próprio renascimento e do propósito de renovação da energia para novos aprendizados e conquistas, tendo o feminino como força propulsora para as mudanças necessárias e criatividade.Nesse caminho nos propomos a nos olhar interiormente e a reconhecer nossos aspectos sombrios para que sejam transmutados, assim como a intensificar nossas virtudes, igualmente reconhecidas.
Para celebrar, preparamos um delicioso jantar, onde cada uma de nós ofereceu sua energia para ser compartilhada, numa magia de aromas, cores e sabores.
Como observou Maria Silvia, também descascamos cebolas...
(*) Solstício de inverno é um fenômeno astronômico usado para marcar o início do inverno, que normalmente ocorre por volta do dia 21 de junho no hemisfério sul e 22 de dezembro no hemisfério norte. Essa data também era de grande importância para diversas culturas antigas, que de um modo geral a associavam, simbolicamente, a aspectos como o nascimento ou renascimento.
Postado por SANDRA PIEDADE às 20:57 2 comentários
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