Há momentos em que é preciso mudar. Aí paramos, avaliamos, decidimos e seguimos em frente.

sexta-feira, julho 16, 2010

De que Cor é o Seu Medo?

Sem fazer nenhum paralelo com abordagens que atribuem cores a certos sentimentos ou a partes do corpo, as quais, aliás, acho interessante mas não tenho nenhuma autoridade para falar do assunto, perguntei-me outro dia de que cor seria o medo.
Em pura brincadeira pensei que ele poderia ser vermelho, quando nos deixa confusas; ou seria amarelo, quando nos apavora; ou verde, quando apesar do medo, resta uma esperança de o vencer com facilidade; ou azul, se apesar dele, você consegue dissimular e não admiti-lo; ou ainda, preto, quando ele nos paralisa com-ple-ta-men-te. Sei lá...
Na verdade, acho que não importa a cor que ele tenha, o fato é que o medo é uma energia muito ruim, paralisante mesmo, que nos impede de ver a realidade como ela é.
Com medo, é normal nos perdermos nas confusões que ele próprio cria em nossa mente, levando-nos a ver o que não existe, a imaginar coisas feias e tolas, a nos sentir perseguidos e vítimas de outras torturas que nem existem, enfim, pois tudo fica distorcido e mal compreendido, gerando muito sofrimento.
Dar as costas a ele também não é um bom caminho, pois enquanto não encarado e desmistificado, continuará a nos assombrar, como a criança travessa não repreendida. Por outro lado, se o encaramos e o admitimos, a tendência é que ele seja diluído e passaremos a compreender que ele não tem razão de ser, seja qual for a razão que atribuímos para que ele esteja dentro de nós. Afinal, medo de que? Da dor, do julgamento, do abandono, do desamor, do desprezo, da carência material ou afetiva... ?
Com vontade, podemos compreender que o Universo é abundante e que nada nos falta. Que com verdade e liberdade nos sentiremos unidos, amados e fortes, sem razão para temer o que quer seja. Tudo está correto e em sintonia e até mesmo as perdas e dificuldades só existem para nos fazer ver a realidade como ela é, com o fluxo natural que ela tem. Desapegar-se facilita muito as coisas.
Então, vá lá, deixa fluir, siga em frente, na Luz e em paz.
Deixo aqui uma mensagem de Paramahansa Yogananda sobre o medo para você curtir e refletir.
bjs

“O cérebro é um reservatório de energia vital. Essa energia é constantemente empregada nos movimentos musculares, na atividade do coração, dos pulmões e do diafragma, no metabolismo celular e nos processos químicos do sangue, assim como no desempenho do trabalho do sistema telefônico sensório-motor (os nervos). Além disso, uma grande quantidade de energia vital é exigida em todos os processos do pensamento, da emoção e da vontade.
O medo exaure a energia vital; é um dos maiores inimigos da força de vontade dinâmica. O medo espreme a força vital, que normalmente flui sem parar pelo sistema nervoso. Os nervos se tornam aparentemente paralisados; toda a vitalidade do corpo é reduzida. O medo não o ajuda a se livrar do objeto de temor; apenas enfraquece a força de vontade. O medo faz com que o cérebro envie uma mensagem inibidora a todos os órgãos do corpo. Contrai o coração, inibi as funções digestivas e provoca muitas outras perturbações físicas. Quando a consciência está fixa em Deus, você não tem medos, todos os obstáculos são então superados pela coragem e pela fé.
Os Fracassos Devem Estimular a Determinação
Até os fracassos devem atuar como estímulos à sua força de vontade e a seu crescimento material e espiritual. Ao falhar em algum projeto, é proveitoso analisar cada fator da situação para eliminar todas as possibilidades de que no futuro você venha a repetir os mesmos erros.
A época do fracasso é o melhor tempo para plantar semente de êxito. O golpe das circunstâncias pode contundi-lo, mas mantenha a cabeça erguida. Tente sempre uma vez mais, não importa quantas vezes tenha falhado. Lute quando achar que não pode mais lutar, ou quando achar que já fez o melhor possível, ou até que seus esforços sejam coroados de êxito."
*trechos do livro: “A Lei Do Sucesso” - Paramahansa Yogananda